Este discurso é velho, mas eu, e as esfinges que moram em mim, estão dando um tempo. Não sei se voltamos aqui ou em outro lugar, mas tenho certeza que não agüentarei ficar longe. Na verdade, penso qual é a razão de ser deste blog para mim. Acho que estou cansada. Acho que preciso de um pouco de silêncio. Desta vez eu pensarei com calma o que farei, para que não seja uma volta (se existir) que vem e depois se acaba (como aparece se acabar).
Na verdade quero dedicar mais a outras coisas, e com dois blogs não dá (eu não estou dando conta de nenhum) então eu fecho este e o outro, fica entreaberto, para qualquer informação necessária. Na verdade, o outro também não tem mais razão de ser, já que não estou em viagem e nem estarei pulando de porto em porto nos próximos meses. Terei uma nova casa, um novo país, se o farei meu ou não, talvez seja esta minha impossibilidade. O mais importante é que, ele não tem mais razão de ser, e será finalizado também em breve. Este aqui fica nas entrelinhas.
O por que do tempo? Sei lá, estou pensando em silêncio. Tenho sentido falta duma felicidade que ficou no Decifra 1, aquele que foi deletado da net e cujo textos só existem no meu diário. Hoje permeia em mim uma apatia, às vezes abatida pela felicidade e pela infelicidade, mas no geral, parece que não sinto nada a tempos. Preciso dum tempo das letras... Dou uma até logo e volto quando descobrir o que tenho.
finalizado por todas as esfinges
Quarta-feira, Novembro 24, 2004
um tempo...
Quinta-feira, Novembro 11, 2004
e hoje... eu... sei lá
Ah, bem. Hoje fez um dia azul lindo e "to my surprise, and my delight, I saw a sunrise, I saw a sunlight". Com olhos grandes observei mais um dia. Por pouco tempo eu até pensei em desistir de tudo. Nada mudaria mesmo. Por que continuar se não existe motivo algum? Eu, às vezes, duvido até mesmo que tenha saído daqui e tenho dúvida se estou aqui. Acho que ninguém vai embora impunemente, quando volta algo muda.
Mas não era isso que queria dizer... Eu nem sei exatamente o que queria. Ultimamente nem apareço, só naqueles momentos pela manhã quando vejo o dia azul lindo, ou quando olho para cima enquanto ando pela rua, relativamente calma e vazia. Depois disso, viro mais uma massa. O problema está aí, massa o dia inteiro e no fim, não sobra nada.
Foi então que dei de cara com mais um dia azul e resolvi que ia lutar para que eu durasse o dia todo. E tem sido difícil, mas eu até relembrei algumas músicas antigas que rondam a minha cabeça. OK, não são tão antigas assim, é que passados dois meses algo já vira velho e é jogado de lado. Viu, eu não era tão crítica assim. Acho que meu lado andarilha tem andado abandonado. Se duvidar serei comunicadora o tempo todo. Nem essa aparece.
Então resolvi que vou desistir de olhar para o alto e vou olhar mais para as pessoas. Como hoje, dia azul, vi um rapaz de camisa social rosa bebê, sapato marrom claro (quase laranja), camisa creme e cabelinho espetado com gel. A figura não entrou no metrô e parecia nervosa. Fiquei lembrando duma história do amigo meu e pensei que o tal cara merecia ser personagem dum conto. Infelizmente eu não escrevo contos, então ele só pode figurar num paragrafozinho.
Bom, eu deixo para lá esta vida de observação. Nada mais merece figurar neste texto. Então volto as ruas calmas do início da manhã para lembrar dum prédio alto cheio de vidros. Eu juro que vi meu reflexo lá pelos décimos andares. Não foi imaginação não. Ah, eu juro que eu ainda não enlouqueci. Pelo menos hoje ainda não.
espremido de AndArilha
Postado por Dulcinea Silva às 5:53 PM |
Marcadores: felicidade
Terça-feira, Novembro 09, 2004
cidadã da terra estrangeira ii
Andava pela rua apressada e não pensava em mais nada. Esquecera das flores, das montanhas e dos jardins. Parecia que aquele tempo não tinha se passado com ela. Chegando a cidade, tornou-se um deles. Pelo menos aparentemente, porque se olhássemos cuidadosamente perceberíamos que ela ainda guardava seu talento para falar com as coisas. Se não eram com o jardim, era com as coisas que encontrava pelo caminho.
O problema, ela começava a perceber, era que nada nela tinha mudado, o medo ainda fazia parte de sua rotina. Pensou que a ida para a cidade traria a paz completa. A paz de ver sua mãe, tinha feito bem a ela. Mas faltava algo que era o que a impulsionava a se recolher, para pensar. Pensou, pensou, pensou muito, mas não chegou a conclusão alguma. O que a levou ao campo fora o medo dele e do futuro.
Como foi que descobriu isso? Ela andava de repente quando deu de cara com a verdade que durante tempos rondava e rondava nela, encontrando campo fértil na sua solidão. Mas foi andando na cidade quando tudo parecia bem e ela parecia muito feliz que percebeu que era ele o problema e que devia resolvê-lo. Teria que dar a resposta. Também soube que a felicidade não era completa. Então, era só tê-lo. Porém, tê-lo significaria abandonar a cidade e caminhar para outra pequena cidade e seus medos.
Por que não podia ter tudo? Queria a cidade e os jardins. Queria ela e ele. Queria o seu presente no futuro. Entretanto, presente no futuro não existia. Presente é presente. Futuro, futuro. As duas coisas não conviviam juntas. O que precisava era ligar e dar a resposta. Fazia muito tempo que não se falavam. Ele ainda ligava vez ou outra, para dizer no silêncio dele que a estava esperando. Ela fingia que não escutava.
Mas, enquanto andava pela rua e não pensava em mais nada, pensava nele. E chegou a conclusão que talvez estava na hora de dizer a resposta. Talvez não fosse tão mal abandonar a cidade mais uma vez. Talvez pelo menos deveria deixar ele viver a vida dele. Não podia era continuar enganando-se e enganando-o. Por isso, resolveu caminhar em direção a um café e ligar para ele.
pensado por ESTrangEiRa.
Postado por Dulcinea Silva às 3:21 PM |
Marcadores: terra estrangeira
Quinta-feira, Novembro 04, 2004
não tem importância
E o mundo pode cair... que eu nem dou bola, desde que eu e ele continuem no mundo. E hoje poderiam até dizer, que droga de vida, (o Bush ganhou) e eu nem daria bola.
É que o sol está forte e vejo apenas os passarinhos voando. Também ando no calor dos trintas graus. Eu juro que prefiro os dias chuvosos, mas hoje para mim não tem a menor importância.
Posso até estar sem nada para fazer. Eu juro que prefiro dias onde não precise pensar. Mas hoje não tem a menor importância, passarei o dia todo pensando nele.
E se tem engarrafamento, eu não estou nem aí, porque eu vejo as nuvens, os pássaros e este sentimento todo que faz tudo não ter importância, quando todas elas têm toda a importância.
Não entendeu nada! Não tem a mínima importância. Eu só queria que todo mundo fosse feliz como eu (mesmo que o Bush tenha ganhado) e que não se apegasse a coisinhas para ser feliz.
desejado por DULCE de leche
Postado por Dulcinea Silva às 1:08 PM |
Marcadores: felicidade



